4/22/2011
4/19/2011
1/19/2011
Quadro da Tabuada de Multiplicar
Parecendo que não, talvez porque seja uma das coisas que vai andando esquecida e muito mal ensinada nas escolas, a Tabuada, essa base do ensino da aritmética, é um item muito procurado na internet. Existem alguns e bons quadros, mas deixamos aqui um simples contributo com um Quadro da Tabuada de Multiplicar. A sua utilização é bastante simples: Para se saber o resultado da multiplicação de um número da linha horizontal superior por um dos números da coluna da esquerda, basta encontrar o resultado existente no quadrado da intercepção dos eixos dos respectivos números. Fàcil.
Para além do quadro aqui publicado, fica o link para a mesma imagem mas num formato bem mais generoso, permitindo uma boa impressão em A3 ou superior.
12/03/2010
Mapa administrativo de Portugal
Quem não se recorda do antigo Mapa Administrativo de Portugal, um dos auxiliares indispensáveis nas escolas primárias de outros tempos.
Fica aqui a reprodução de um deles. Para navegar, pode usar o scroll do rato ou as guias lateral e inferior.
6/21/2010
José Saramago
Não tive a oportunidade de o fazer na data, mas não queria deixar passar em branco o desaparecimento de José Saramago, homem e escritor.
Confesso que não sou consumidor nem apreciador da sua obra. Do que tentei ler em diversas ocasiões e de diversos títulos, nunca gostei. E há impressões assim, imediatas. Ou se gosta ou não gosta. Uma espécie de contacto com água gelada ou a ferver, sem paciência e tempo para que ambas amornem e a leitura se torne tépida. Há na obra de Saramago algo de intragável, de ilegível e incompreensível e não resulta apenas daquela tempestade de vírgulas e pontuação destemperada. Não. Há algo mais.Talvez mal habituado a ler e a gostar da literatura balizada de Eça a Torga, passando por Lobo Antunes (este o meu Nobel) sem terem nada a ver entre si, nunca entrei nos carris que conduzem o vagão da interpretação à obra de Saramago, que dizem, e acredito, ser profunda e desmistificadora. Seja como for, o seu legado literário deve ser importante porque, para além de tudo, foi reconhecido pelos fazedores de nobeis e a malta da escola conhece-a à custa de tanto turrar nas memórias imemoriais do convento e Blimunda.
Saramago, como muitos escritores de referência, contemporâneos ou desaparecidos, para além da qualidade que certamente tinha, nunca se privou dos elementos que transformam a polémica e a controvérsia em notoriedade e por arrasto em vendas e êxito; e todos sabemos que o sucesso editorial nem sempre andou a par da qualidade ou merecimento, sobretudo nestes tempos das máquinas tentaculares do marketing e dos média onde qualquer autor medíocre (não Saramago) torna-se rapidamente num fazedor de best-sellers. Basta o clique, o tempo e o modo. Saramago ainda soube perceber isso e alguma da sua obra tida como marcante ou referencial advém de alguma ruptura de pensamento, umas vezes com ele próprio, outras, na maioria, com a sociedade e com alguns dos seus elementares valores, caso da Igreja católica. Saramago deixou à posteridade esse ensinamento, esse degrau necessário na subida ao altar do êxito, das vendas e da consagração, esta obtida sem dúvida pelo Nobel em 1998. Temos assim um Saramago antes e pós Nobel e nem poderia ser de outro modo, pelo que considero que o que produziu depois de laureado apresenta-se-me nitidamente como mais comercial.
Assim, vejo-o partir, ou deixar de estar, como dizia quanto à morte, ainda a meio de uma luta pessoal. Caím, foi apenas uma dessas batalhas; Porventura faltaria travar outras mas deixou a obra inacabada e certamente precisaria de mais longas vidas para almejar chegar perto do desfecho e da obtenção da serenidade, não esta que os próximos procuraram transmitir em letras de forma num pesaroso e discreto fundo negro. Não creio, assim, que tenha partido em serenidade, pelo menos espiritual ou algo parecido e adequado à sua condição de ateu confesso. Todavia, cumpriu com dignidade o seu percurso, sobretudo como homem, quiçá menos como autor, sendo que no fundo, acertadas as contas, desaparece o homem mas permanecerá o escritor.
Para além destas considerações pessoais, só isso, Saramago, goste-se ou não, para o presente e futuro, será certamente um dos nomes grandes e de referência da nossa literatura e não se gosta menos desta por se gostar menos daquele e vice-versa.
6/07/2010
Os “pilhas” do volfrâmio
«Por "Pilhas" eram conhecidos os volframistas que demandavam a serra sem contrato nem projecto definido. Pilhavam pela certa ou ao acaso, consoante a experiência, a audácia e também a sorte. Tanto podiam demorar-se na serra alguns meses, como apenas alguns dias. Dormiam onde calhava, abrigados por uma pedra maior ou em barracos improvisados, sem segurança nem higiene.
Invadiam as zonas mineiras no início da Primavera e demoravam-se até ao fim do Verão, se a sorte fosse ajudando. No Outono e Inverno regressavam às terras de origem, porque a chuva, o frio e a neve não permitiam que lá ficassem por mais tempo.
Havia, no entanto, vários tipos de "Pilhas": Aqueles que a coberto da noite, ou das reentrâncias da montanha, em pleno dia, procuravam volfrâmio nos afloramentos de superfície, dentro das concessões, mas sem autorização do concessionário; Os aventureiros que cavavam aqui e ali, fora das zonas concessionadas, na esperança de encontrar o ouro negro que lhe permitiria fazer uma pequena fortuna, para voltar depressa daquelas paragens inóspitas, onde não havia lei nem segurança para pessoas e bens; Os desempregados famintos ou agricultores miseráveis que chegavam à região mineira, levando na sacola couver e broa, a pedir emprego às empresas mineiras. Poré, não lhe sendo dado emprego na Companhia podiam ser convidados por esta a pilhar nas zonas mais pobres da concessão, por sua conta e risco, sem vencimento nem outros encargos para a empresa. Comprometiam-se, no entanto, a vender à concessão todo o minério assim encontrado, pelo preço, muito baixo, que esta determinava em cada momento.»
...parte considerável dos "Pilhas" era gente jovem, de um lugar ou freguesia, que estabelecia entre si, oralmente, as regras de uma sociedade ad-hoc e partia à aventura, sem ter nada para perder e tudo para ganhar. Um pouco de sorte num dia, poodia constituir a fortuna de 5 ou 10 contos no bolso, tanto dinheiro como nunca tinham tido, o que originava quase sempre uma infinidade de desmandos.
[fonte: O Volfrâmio de Arouca (A. Vilar, C.M. Arouca)]